quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ano novo... lua cheia... lua azul!


"Blue moon
You saw me standing alone
Without a dream in my heart
Without a love of my own

Blue moon
You knew just what I was there for
You heard me saying a prayer for
Someone I really could care for"

(Lorenz Hart)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Amor


Hoje meus pais completam 30 anos de casamento. Mal tenho noção de quanto tempo é isso. Eles já vivem há mais tempo juntos do que haviam vivido sem o outro antes.

Vou aproveitar o assunto e o fim do ano e desejar isso pra 2010: amor, simplesmente. Não pra mim, mas pra vocês.
Não pra mim porque não estou aberta. Não que dependa de mim, não que eu tenha algum controle sobre isso, mas isso é outra história.
Pra vocês porque está todo mundo precisando. E o mundo todo está precisando.

Embora muita gente pense que não, eu tenho um coração aqui dentro em algum lugar. Uma vez eu estava tentando escrever para um namorado dizendo pra ele que eu detestava certas coisas que ele fazia, mas gostava do conjunto. Não tinha idéia de como expressar isso e procurei algo na internet que me desse uma luz.

Encontrei esse texto, em um blog chamado Choque Liberal, de um cara chamado Ricardo. Nunca achei uma carta de amor mais bonita do que essa.

carta de amor

você tem defeito sérios, que eu percebo também, mas eu amo o seu conjunto.
eu amo o jeito que você dorme... isso você nunca viu.
você dorme num casulo de cobertor, feinha que nem uma lagarta... mas acorda uma borboleta.. como eu amo o mau humor com o qual você acorda...
eu amo ver você falando do seu cachorro e imagino você cuidando de uma criança... cheia de manias e cuidados pra que ela não coma nada estragado ou não se machuque... fazendo desde estudos profundos sobre a alimentação ideal ( que por sinal será impossível ter uma criança saudável se você vai entupi-lo de chocolate) até fazer as mais crentes rezas e simpatias pra a bebê fique bem.

eu amo o seu olho estrábico... brilhante...

eu amos a sua boca pequenininha...

eu amo seu joelho esfolado, o seu pé feio, a sua unha por fazer o seu cabelo mau educado que teima em enrolar.... ah... como eu adoro ver você com o cabelo enrolado... todo cacheado... uma semana sem escova.

você parece um furacão dormindo, não tinha um minuto de paz quando eu dormia com você... mesmo assim eu amava ficar do seu lado sem dormir mesmo a noite toda.

eu lembro dos seus presente...
eu tento esquecer a maneira estúpida com que os recebia, ainda que eu estivesse saltando de alegria.

eu lembro da primeira vez que nós ficamos, foi tudo tão rápido.. eu vou dizer uma coisa que eu nunca adimiti mas eu que te beijei... e essa foi a decisão mais acertada da minha vida.

eu amo o jeito com que você me critica, parece minha mãe cuidando de mim...

eu amo o jeito que você come devagarzinho...
e minha paciência vai embora rápido porque eu já comi meu prato todo...

eu amo o seu jeito bobo de falar igual criança...
eu amo a sua maneira tímida de se apresentar
o espalhafato que você faz quando vê alguma coisa que você gosta...

eu amo o jeito que você trata minha mãe e minha avó...
eu amo o jeito que você trata o seu avô...
eu amo o jeito que você cuida do seu irmão...
eu amava o jeito que você cuidava de mim...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Gordinho Adventure


Esses dias peguei o link de um joguinho do tipo Point and Click numa comunidade do orkut que não fico dois dias sem visitar.

O jogo é esse:

O que mais me chamou atenção foi uma tirada genial quando o Gordinho está no banheiro e tem uma barata zanzando pelos armários. Se você clicar nela e escolher a opção de falar, Gordinho pergunta:
"Kafka? É você?" - Adorei!

domingo, 27 de dezembro de 2009

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Xmas tale


"Suddenly everyone was quiet. Even my rowdy children paused, feeling the change in the atmosphere.

Christmas stories happen in the most everyday places. I was part of one not long ago at the grocery store. I hope I never forget it, though the memory is bittersweet.

I had been shopping for almost an hour by the time I got to the checkout lines. My two youngest sons were with me, the four-year-old refusing to hold onto the cart, the two-year-old trying to climb out of the basket and jump down to play with his brother. Both got progressively whinier and louder as I tried to keep them under control, so I was looking for the fastest lane possible. I had two choices. In the first line were three customers, and they all had just a few purchases. In the second line was only one man, a harried young father with his own crying baby, but his cart was overflowing with groceries.

I quickly looked over the three-person line again. The woman in the front was very elderly, white haired and rail thin, and her hands were shaking as she tried unsuccessfully to unlatch her big purse. In the other line, the young father was throwing his food onto the conveyor belt with superhuman speed. I got in line behind him.

It was the right choice. I was able to start unloading my groceries before the elderly woman was even finished paying. My four-year-old was pulling candy from the shelf, and my little one was trying to help by lobbing cans of soup at me. I felt I couldn’t get out of the store fast enough.

And then, over the sound of the store’s cheery holiday music, I heard the checker in the other line talking loudly, too loudly. I glanced over as my hands kept working.

“No, I’m sorry,” the checker was almost shouting at the old woman, who didn’t seem to understand. “That card won’t work. You are past your limit. Do you have another way to pay?” The tiny old woman blinked at the checker with a confused expression. Not only were her hands shaking now, but her shoulders too. The teenage bagger rolled her eyes and sighed.

As I caught a soup can just before it hit my face, I thought to myself: “Boy, did I choose the right line! Those three are going to be there forever.” My mood was positively smug as my checker began scanning my food.

But the smiling woman directly in line behind the elderly lady had a different reaction. Quietly, with no fanfare, she moved to the older woman’s side and ran her own credit card through the reader.

“Merry Christmas,” she said softly, still smiling.

And then everyone was quiet. Even my rowdy children paused, feeling the change in the atmosphere.

It took a minute for the older woman to understand what had happened. The checker, her face thoughtful, hesitated with the receipt in her hand, not sure whom to give it to. The smiling woman took it and tucked it into the elderly woman’s bag.

“I can’t accept …” the older woman began to protest, with tears forming in her eyes.

The smiling woman interrupted her. “I can afford to do it. What I can’t afford is not to do it.”

“Let me help you out,” the suddenly respectful bagger insisted, taking the basket and also taking the old woman’s arm, the way she might have helped her own grandmother.

I watched the checker in my line pause before she pressed the total key to dab at the corner of her eyes with a tissue.

Paying for my groceries and gathering my children, I made it out of the store before the smiling woman. I had made the right choice of lanes, it seemed.

But as I walked out into the bright December sunshine, I was not thinking about my luck but about what I could not afford.

I could not afford my current, self-absorbed frame of mind.

I could not afford to have my children learn lessons of compassion only from strangers.

I could not afford to be so distant from the spirit of Christ at any time of the year—especially during this great season of giving.

I could not afford to let another stranger, another brother or sister, cross my path in need of help without doing something about it.

And that is why I hope never to forget the Christmas hero in the grocery store. The next time I have a chance to be that kind of a hero, I can’t afford to miss it."

by Stephenie Meyer, "Hero at the Grocery Store", Ensign, Dec 2006

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Cansando


Não vou trabalhar nem vou pra cachoeira com as pessoas do trabalho. Vou conversar com meu terapeuta novo, pela terceira e última vez.

Continuo sem fome, sem sonhos (ou a lembrança deles), conversando ainda menos com as pessoas, com dificuldades ainda maiores pra me concentrar no que seja. Fora do ar. (?)

Agora que voltei a ser mulher (estou falando de hormônios), sei que estou sujeita a uma chuva química interna, variações de humor e desventuras do tipo. Mas nunca fui dada a TPM e nem estaria nessa época mesmo.

Fiz uma coisa feia anteontem durante um surto nervoso e as consequências estão me incomodando até agora. Vou me dar dois dias pra voltar ao normal. Nenhum a mais.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sintomas


A verdade é que eu sonho todas as noites, mas não me lembro depois que acordo. Ontem à noite tive uns três flashes do sonho que tinha achado que não tive. Essa noite devo ter sonhado com alguma coisa legal, acordei um pouco mais animada e não sei o porquê. Mas continuo estranha.

Uma das coisas que acontece em épocas estranhas é que eu perco a fome. É muito difícil alguma coisa me deixar sem fome. Ontem no almoço eu só comi salada. Eu nunca como só salada. Mas olhava pro arroz, por exemplo, e minha garganta fechava só de eu pensar. Tinha sorvete na geladeira e eu não quis comer. É o mesmo que oferecer banana pro macaco e ele falar "eca! Eu não comeria essa fruta nojenta nem que fosse o único alimento disponível no mundo".

Todo o resto do dia eu só coloquei café e uma fatia de pão de forma no estômago. Hoje comecei só com o café de novo e acho que na hora do almoço vai sobrar pra salada. Tô sem fome. Igual quando tomo algum remédio que tira o paladar e a comida perde a graça. Eu adoro comer, mas não nas épocas estranhas.

Hoje eu preciso estudar e fazer uns gráficos pra minha mãe, mas o que eu queria mesmo era meditar um pouco na cachoeira. Amanhã o pessoal do trabalho tá combinando de matar serviço e fazer isso lá em Penedo. Vou me esforçar pra ir junto, vai ser bom. No fim de semana minha comadre vai pro sítio e me chamou pra ir junto e, nossa, como eu queria mesmo ir! Aquele lugar é uma delícia! Mas tenho que trabalhar no sábado, fazer prova no domingo e acho que a minha criança não se comportaria numa viagem de duas horas.

Estranha é a sensação de o seu corpo estar muito pesado e a sua cabeça tão leve que parece que vai soltar do pescoço e sair flutuando por aí. Chego a sentir tontura.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

whatever


Tive um sono sem sonhos.
Acordei esquisita, tão esquisita como quando fui dormir, como se nem dormido tivesse.
Nessas horas o meu senso de humor desaperece 90%, eu fico quieta e séria. Não triste, não rude. Só distante. Vazia. É, vazia, acho que a palavra é essa.

De uns dias pra cá meus pensamentos começaram a fazer barulho demais. Eu não consigo me concentrar direito nas coisas porque parece que tem uma banda na minha cabeça. Tenho que ficar quieta, parada, tentando organizar minha cabeça. E não consigo. Fico mais disléxica, falo mais enrolado, perco a linha das conversas o tempo todo, esqueço o fim das frases assim que as começo. Estou admirada de ter feito bem as três provas do fim de semana.

Assisti Lua Nova no cinema e achei que pudesse sonhar com vampiros interessantes ou qualquer outro tipo de herói byroniano, ou com brigas animadas entre seres fortes e rápidos. Aí eu acordaria com aquela sensação de "uau!". Mas não. Meus pensamentos pararam de fazer barulho e meu quarto ficou tão quieto quanto... deixa eu ver, quanto o quê? Ah, como o deserto. Imagina o silêncio de um deserto à noite. Se você acender um cigarro vai ouvir o barulho da brasa subindo a caminho do filtro.

Pra não dizer que não dei nenhum sorriso hoje, vou contar que dei dois: um sorriso apaixonado quando, ao acordar, vi a carinha da minha filha dormindo encostada no meu ombro. E um sorriso de canto de boca quando recebi uma mensagem esclarecedora do Dé que me fez pensar que eu sou idiota.

Minha intenção não é um post antológico. Acho que vou parar por aqui.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Feriado ensolarado!


Eu ia pra cachoeira com uma pessoa.
A pessoa viajou.
Eu estudei e trabalhei.

Claro que, já que não fomos pra cachoeira, fez muito mais calor do que nos últimos três meses.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Terça-feira (quase) normal


Sonhei com Chuck Norris essa noite. THE master.

Almocei 4 pastéis de carne/mussarela recém-feitos pelo meu pai, no ônibus, a caminho do trabalho.

A tinta preta da impressora da loja acabou.

Pensei sobre o problema do gelo em Trindade.

Nasceu o sexto dente da minha filha.

Assisti um vídeo no Youtube que mostra dois caras se nocauteando ao mesmo tempo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Gente enrolada - parte I


Vou pular uma das pessoas enroladas sobre as quais iria falar. Vocês podem ler sobre ela neste post. Dispensa comentários, não é?

Daí que ontem à noite falei pelo MSN com uma amiga enrolada. Eu já estava pensando nesse post antes (não foi idéia minha mas eu gostei) e agora tenho um exemplo real e recente pra deixar tudo mais claro.

Triste por não ter aparecido aqui ontem (já não tinha aparecido no último fim de semana), não ter bebido cerveja gelada, não ter comido sorvete de flocos, não ter ido pra cachoeira, não ter visto a afilhada e nem a mim, veio se desculpar:

Ela: Me perdoa por hoje?
Eu: Claro, eu entendo você. Só não vou te perdoar se você ficar aqui qté quinta-feira e não aparecer.
Ela: ;)

Marcamos hoje às 10h. Desmarquei meus compromissos de hoje, remarquei pra amanhã. Eu só teria que sair de casa pra trabalhar lá pelas 14h, o que me dava três horas de cachoeira e fofoca até a hora de almoçar e ficar pronta pra sair. Acordei mais cedo, não estudei, coloquei um biquíni, tomei café e fiquei esperando. Estava trabalhando no pc às 10h45 quando meu pai chegou em casa e perguntou por ela: "Ela vem ou não? Preciso saber se faço o pastel pro almoço". Essa minha amiga reclama já há algum tempo de nunca ter comido o famigerado pastel do meu pai. Resolvi ligar pra saber dela e a cena da tarde de ontem se repetiu:

"- Alô? Oi, tia, é a Ludmilla, tudo bom? Ah, ela tá dormindo? Que menina doida, tia! Ela marcou comigo de vir aqui em casa às dez horas, e até agora nada! Tô ligando porque minha mãe tá fazendo comida e quer saber se ela vem pro almoço ou não... Vai falar com ela? Tá, eu espero."

Bom, aí ela disse que ia me ligar mais cedo mas ficou com medo de me acordar, aí não avisou, e a mãe dela não estava passando muito bem, e ela não queria deixar a mãe em casa sozinha, e etc. Tudo bem, mãe é mãe e problema é problema.

Ela: Pode ser amanhã?
Eu: Pode, mas amanhã meio-dia tô saindo de casa, não vou ter muito tempo.
Ela: E quarta-feira, pode?
Eu: Não sei, preciso dar uma olhadinha ainda.
Ela: E se for à noite?
Eu: Pode ser depois das 19h30, mas aí não dá pra ir pra cachoeira.
Ela: Hmmm...
Eu: Vai pensando aí, mais tarde a gente combina.

Já viram tudo, né? rsrsrs...

domingo, 15 de novembro de 2009

Cool Sunday a dois (número dois)


No Sábado eu só contava com a presença do Dé mesmo, meu fiel escudeiro. Ainda consegui tomar uns dois copos de cerveja na companhia do Çandro e da Shi, por milagre, e o Al nos acompanhou até o fim.

Já hoje eu esperava, além do Dé, umas amigas para um refrescante banho de cachoeira (pense num dia muito quente e numa água gelaaada).

Eu me recuso a passar um Domingo trancada em casa dormindo. É o único dia que tenho pra aproveitar minha folga, meu descanso e, principalmente, meus amigos.

Tem gente que não compartilha dessa idéia. Cada uma por um motivo, nenhuma foi.

A melhor coisa que posso fazer neste post é parafrasear o Dé:

"Fardo de cerveja gelada: R$ 12,90
Sorvete de flocos: R$ 15,00
Cerveja gelada, sorvete e cachoeira com os amigos:

NÃO TEM PREÇO"

Meninas... PERDERAM!!! hehehe...

P.S.: Ainda por cima comi uma truta no almoço... gente... de comer rezando! Babem mesmo! Babem muito!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Feliz Sexta-feira 13 para todos!


Tive um namorado na época da faculdade. Uma das melhores pessoas que conheci na minha vida. Nunca mais nos vimos, mas nos falamos vez ou outra.

Achávamos que eu não podia ter filhos.

Alguns anos depois, engravidei da Clara.

Ninguém disse nada, mas provavelmente ele pensou tanto quanto eu que era ele quem não podia ter filhos.

Eis que a namorada dele engravidou! Opa!
Mas perdeu o bebê... E conhecendo-o como sei que ainda conheço, faltam-me palavras pra descrever o quão sem chão ele deve ter ficado.

Ano Novo, vida nova, cidade nova, namorada nova.
Ele agora está amando... e descobriu que tá chegando mais uma pessoinha pra ele amar também.

Ele está explodindo de felicidade.
Eu também.
:)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Cool Sunday a dois (e meio)


Eu queria ter tirado uma foto do que encontrei quando cheguei na casa da amiga Diva ontem de manhã, mas esqueci a câmera em casa, pra variar.

Marcamos um almoço, eu ia cozinhar porque ela disse que não andava se sentindo muito bem. Os porteiros já me conhecem e a porta estava aberta. Entrei. Cheguei ao meio-dia e encontrei uma vassoura e um rodo parcialmente destruídos no meio da sala. A Amora, dog da amiga Diva, tinha ruído tudo, derrubado uns potes na cozinha, sujado a casa, e estava rosnando pra mim. Procurei a amiga Diva e o Bem no quarto, na área de serviço, no banheiro... nada!

"Bom, ela marcou o almoço comigo, deve ter saído pra comprar cigarro e já volta" - pensei (erroneamente).

Peguei o telefone pra ligar pro Dé e pedir o número do celular do Bem, pra saber onde eles estavam, quando ouvi um toc-toc na porta. Era o Dé. Não falei nem oi: "Dé, a amiga Diva não tá em casa, nem o Bem. Sumiram".

Vasculhamos armário, gavetas, mural de fotos e guarda-roupas atrás de uma agenda de telefone. Nada. Encontramos a fonte do notebook e procuramos alguma coisa no orkut. Nada.

Lembram que ela não estava se sentindo bem? Pois é, começamos a ficar preocupados. Ela já tinha estado no hospital naquela semana e poderia ter voltado. Procuramos na lista telefônica e no google pelo número do Hospital de Emergência, mas não conseguimos falar com ninguém. Ligamos pro pai do André e ele não soube de ninguém com aquele nome no hospital. Procuramos na lista o telefone de um primo da amiga Diva, que também estudou com a gente. Ele deu um número de celular, supostamente dela, e o número da casa onde moram a mãe e a avó dela. O celular não existia e na casa ninguém atendeu.

Até aí a Amora já havia se acostumado com a nossa presença e fazia barulhinhos enquanto sonhava, dormindo ao vento do ventilador.

Não sabíamos se íamos pra casa do Dé almoçar, pra minha casa ficar na cachoeira (que calor infernal faz em Resende!) ou se ficávamos lá e esperávamos pela amiga sumida. Resolvemos esperar mais um pouco. Coloquei um PROCURA-SE no perfil do orkut dela (e aproveitei pra entrar em comunidades como "Às vezes eu sumo", hehe), o 1/4 de garrafa de vinho que achei aberta na geladeira já tinha acabado, resolvemos gelar a cerveja. Achamos espaço depois de jogar fora meia melancia podre e uma panela de feijão azedo. Não fizemos comida, mas detonamos metade do pote de 3 litros de sorvete de chocolate com coco que eu levei para a sobremesa. Tava bom!

Ficamos na Internet lendo piadinhas, vendo vídeos engraçados, clipes musicais (só descobri ontem que aquela música do Eros Ramazzotti com a Tina Turner tem versão em espanhol!), fotos estranhas, fotos legais, sites que tiram onda com a cara dos outros, etc... De repente a internet caiu!

Resolvemos assistir o filme que aluguei pra assistirmos depois do almoço, A Cor Púrpura, que eu adoro e nem o Dé nem a amiga Diva conheciam. Logo no começo apareceu uma amiga da Diva em casa dizendo que ela tinha ido pra São Paulo com o Bem e pediu pra ela colocar comida pra Amora! Vou repetir: ela marcou com a gente e viajou sem avisar. Isso mesmo. A amiga dela disse que nos deixaria assistindo o filme e voltaria mais tarde pra limpar o apartamento e dar uma ajuda.

O mínimo que Dé e eu poderíamos fazer era bagunçar ainda mais o apartamento e deixar tudo pra Diva e o Bem limparem. Pensamos em algo mais maldoso, mas tudo o que conseguimos fazer foi deixar um bilhete (colado com bala mordida) na porta, dizendo pra amiga da nossa amiga que já havíamos limpado o apê. Assim, toda a bagunça ficaria exclusivamente para o casal tratante.

O filme começou pelo meio e o Dé não entendia nada, mas eu (sem lembrar dos detalhes) disse que devia ser um daqueles filmes que começam no meio da história e depois voltam, e avançam de novo. Nada disso! Já ouviram falar em DVD com dois lados? Pois é, nem eu. E comecei pelo lado B. Uma hora e 15 minutos depois do "começo", o filme acabou e o casting subiu.

Daí viramos o DVD pro lado A e vimos o começo depois do final.
Só nessa hora tive a brilhante idéia de descer o frango que estava no congelador pra colocar a cerveja pra gelar mais rápido.
Pasmem: só quando acabou a primeira parte do filme foi que apareceu o menu.

Depois que a cerveja gelou, resolvi brindar ao Cool Sunday a dois. Dé lembrou que éramos dois e meio, havia um cão entre nós. Pelo menos a Amora não passou o domingão sozinha, né?

Acabado o filme, voltamos pro computador pra procurar umas musiquinhas. Só lá pelas 19h30 Diva e Bem apareceram, com a maior cara de pau, achando que nada demais havia acontecido. Entre cervejas, acusações e testes de gravidez, Dé e eu já estávamos quase tontos. Sabe como é... sorvete alimenta na hora, mas depois de uma hora já sumiu do seu corpo! Não comemos nada o dia inteiro. Ele tinha levado linguiça e eu tinha levado mostarda escura. Parecia perfeito!

Ele colocou a linguiça na frigideira e cometeu o maior erro do dia: pediu pro Bem tomar conta. Enquanto olhávamos qualquer coisa no pc com a amiga Diva, comecei a sentir cheiro de fumaça... Acertou quem adivinhou que era a linguiça virando carvão - literalmente.

Com a fome que estávamos, aquilo parecia lindo. Misturei a mostarda com um pouco de barbecue e começamos a comer. O primeiro pedaço ficou bom. O segundo, nem tanto. O terceiro começou a amargar e desistimos da linguiça.

O que salvou a noite foi o rodízio de pizza! E mesmo correndo atrás da minha criança e tirando as facas que ela tentava pegar o tempo todo, consegui comer uns 5 ou 6 pedaços salvadores.

Diva, na boa... se o Dé não fosse a melhor companhia de todas, eu te matava! Sorte tua que o meu domingo foi legal!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

I'm Yours (Jason Mraz)

Eu ouço essa música no rádio-relógio do meu quarto, ouço no computador no trabalho, tô ensinando o XXX (ele não gostaria que o nome fosse revelado, rs...) a dançar usando essa música... E a letrinha tá aqui na minha cabecinha, por motivos vários. Então foi pro meu orkut e vem pra cá também.


Well you've done done me and you bet I felt it
I tried to be chill but you're so hot that I melted
I fell right through the cracks
Now I'm trying to get back

Before the cool done run out, I'll be giving it my bestest
And nothing's going to stop me but divine intervention
I reckon it's again my turn
To win some or learn some

But I won't hesitate
No more, no more
It cannot wait
I'm yours

Well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you're free
Look into your heart and you'll find
Love love love

Listen to the music of the moment maybe sing with me
I like peaceful melody
It's your God-forsaken right to be loved love loved love loved

So I won't hesitate
No more, no more
It cannot wait
I'm sure
There's no need to complicate
Our time is short
This is our fate
I'm yours

I've been spending way too long checking my tongue in the mirror
And bending over backwards just to try to see it clearer
My breath fogged up the glass
And so I drew a new face and I laughed

I guess what I'll be saying is there ain't no better reason
To rid yourself of vanity and just go with the seasons
It's what we aim to do
Our name is our virtue

I won't hesitate
No more, no more
It cannot wait
I'm sure
There's no need to complicate
Our time is short
It cannot wait
I'm yours

Well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you're free
Look into your heart and you'll find
That the sky is yours...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Segunda-feira com cara de Domingo


O cool holiday terminou numa segunda-feira de finados feliz.
A pedido da minha amiga Diva, fiz um franguinho picadinho ao curry. Pra acompanhar, um arroz com brócolis e um purê de batatas com molho de tomate.
O Bem fez um feijão esperto com paio, pra ficar com cara de comidinha mineira.
Vinho.
E depois de testemunhar uma fight de cócegas hilária, enquanto começávamos a fazer o almoço, vejam só que confusão:

- Lu: Bem, tem bombril pra eu lavar a panela?
- Bem: Tem sim.
- Lu: Já acendeu bombril com isqueiro pra ver que legal os fogos de artifício?
- Bem: Sério? Manero. Deixa eu ver.
(...)
- Lu: Era pra ter pegado um pedaço e acendido, não pra ter acendido tudo dentro do pacote (plástico).
- Bem: Porra. Deixa eu ver se apaga na parede.
[SOC! TUM! PAF!]
- Lu: Amiga Diva! Help! Seu marido tá incendiando a cozinha!

Bom, o fogo não se alastrou. O almoço ficou perfect.
Right now, Bem e Diva tiram um cochilo enquanto conto aos meus leitores como têm sido legais meus fins de semana.
Happy cool monday ;)

(Sentimos sua falta, Dé!)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Apaguei!


Depois de semanas sem dormir direito (pensando bem... tem uns dois anos que não durmo direito), sentei na cadeira do pc e coloquei ela pra mamar. Assim que ela dormiu, mãos à obra!

Era uma prova de Contabilidade e uma de Direito. Quando vi que meu cérebro estava bloqueando até os dois mais dois, parti pra prova de Direito. Dez questões discurssivas compridíssimas. À mão, é claro.

Lá pela 1h30 da manhã, minha cabeça começou a cair. Eu sabia que eu tinha um limite, mas vinha fingindo que não. Parei de enxergar as letras na tela do computador (e-book não é uma bosta?) e sabia que não adiantaria colocar os óculos. Fazia umas caretas pra ver se ficava mais nítido, e nada.

Cada vez que eu olhava minha filha dormindo como um anjo no meu colo, dava vontade de quebrar o pc, rasgar as provas e ir pra cama.

Mesmo assim eu continuei, porque sou brasileira e não desisto nunca. Mas depois de um tempo, minha cabeça caía a cada 30 segundos, eu dormia por quase um segundo e voltava e erguê-la, num susto, pra tentar continuar.

Daí percebi (até que enfim!) que era hora de parar. Eu não ia conseguir fazer nada daquele jeito, certamente teria que passar a limpo alguma coisa que fizesse, e desisti de pedir pro meu pai entregar as provas pra mim hoje cedo.

Dormi das 2 às 7h. Na situação atual, eu diria que foi uma longa noite de sono. Acordei um pouco menos zumbi, mas ainda cheia de olheiras. Papai do Céu olhou pra mim e falou: "cara, 'cê tá horrível, vou te dar uma trégua (mas não acostuma não!)".

Aí Ele mandou um torpedo pro Morfeu mandando que fizesse uma visita pra Clara. Ela ficou dormindo quietinha, espalhada na cama, até as ONZE E MEIA DA MANHÃ. É mole ou quer mais? Yeah, I believe in miracles.

Foi o tempo certinho de terminar as provas! Quando ela acordou e veio mamar, acabei de escrever as últimas linhas e grampear a prova de Direito. Só falta uma prova pra fazer, de informática, mas é só uma planilha - nada que não faça parte da minha rotina. Essa eu mando por e-mail mesmo. Poderia enviar até segunda-feira, mas como vou passar o feriado acordando cedo e dormindo tarde e ocupadérrima entre uma coisa e outra, vou dar cabo disso hoje ainda (de madrugada, pra variar).

Resultado: amanhã (data limite para a entrega) vou eu mesma entregar as provas em Resende, depois vou pra Penedo trabalhar, e tenho que estar em casa ao meio-dia. Isso com uma criança em um braço, uma bolsa no outro e uma mochila nas costas. Mas... UFA! Deu tempo!

(E vou aproveitar tanto o feriado que não vou nem lembrar de droga de prova nenhuma... até que chegue a próxima!)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Se eu sou má o tempo todo?

Foi mais ou menos a pergunta que um amigo me fez no MSN essa noite. Ele tinha dito que somos bonzinhos a maior parte do tempo e eu respondi que ele só podia estar se referindo a ele mesmo.

Depois ele me deixou falando sozinha e fiquei pensando nisso, daí uma resposta mais ou menos parecida com essa que segue.

Eu sou uma boa pessoa.
Eu não desejo mal às pessoas, não faço mal nem a uma formiga, não invento fofoquinhas, dou lugar pros velhinhos no ônibus, faço tudo o que eu posso pra ajudar os outros e um pouco do que eu não posso também. Não meço esforços.

Esse amigo meu, por exemplo, se soubesse só da metade das coisas que eu seria (sou) capaz de fazer por ele, viveria todos os dias dele feliz e tranquilo só por saber que eu estou aqui. E não espero nem peço nada em troca, eu faço porque isso faz parte da minha essência. É natural meu.

Deve ser por isso que uns 95% dos meus ex-namorados querem voltar comigo até hoje. Por causa das coisas que eu faço por eles - coisas simples, mas que ninguém mais faz. Eu faço a minha parte porque acredito que o mundo seria mais legal se as pessoas tivessem pelas outras a mesma consideração que eu tenho.

But... eu não sou boazinha.
Eu sou antisocial, sarcástica[1], irônica[2] e debochada[3]. Converso educadamente com pessoas idiotas enquanto penso lentamente o quanto aquela pessoa é idiota.

Fico irritada com pessoas lerdas e burras e, muitas vezes, quando uma fêmea com necessidade de aprovação que parece sair de um bloco de carnaval me pergunta se está bonita, eu dou um sorriso e balanço a cabeça afirmativamente enquanto penso que o teto do lugar onde estamos deveria cair sobre a cabeça dela e ela ficaria mais bonita que do jeito que está. Sim, eu minto bem. As pessoas acreditam.

Sou manipuladora e sorrio para as pessoas para levá-las a fazer aquilo que eu quero que elas façam. Tento ser agradável quando talvez nem precisaria e muitas vezes deixo de ser agradável quando deveria ser.
Sei que as pessoas são todas iguais mas no fundo acho que sou melhor do que muitas delas.

Não sou uma pessoa doce, e acho que pessoas boazinhas são doces. Aliás, as pessoas doces que eu já conheci posso contar nos dedos de uma mão só.

Então...

Se eu sou má o tempo todo?
Sou uma pessoa boa, mas não sou uma pessoa boazinha. O tempo todo.

Se eu valho a pena?
Tirem suas próprias conclusões.

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Legenda:

[1] Sarcasmo: Zombaria maliciosa.

[2] Ironia: 1. Modo de exprimir-se em que se diz o contrário do que se pensa ou sente. 2. Contraste fortuito[4] que parece um escárnio.

[3] Debochar: 1. Lançar no deboche, corromper. 2. Zombar de.

[4] Fortuito: Eventual.